Viva uma Experiência Rural Única e Autêntica

Bem-vindos à Quinta do Rio Noémi

Venha desfrutar de uma casa agrícola centenária, típica desta zona de Portugal. Toda ela é construída em granito e preservada de acordo com o original. Trata-se de um espaço onde vai poder viver uma experiência rural única e plena de autenticidade. Ainda que a escassos 5 minutos do centro da cidade da Guarda, a Quinta do Rio Noémi permite-lhe estar em plena comunhão com a natureza. Aqui, numa vasta área verde, as vacas e alguns cavalos pastam livremente pelo campo.

A casa principal tem apenas 6 quartos, todos em suite. Estão organizados em mesanine, no primeiro andar. Há mais um apartamento, que oferece uma experiência ainda mais exclusiva. Os hospedes que assim o pretendam, podem encontrar-se na zona social, que é também o ponto de entrada da casa. Do lado de fora, existe outra área social, com uma mesa comunitária e uma zona de barbecue. É o espaço perfeito para os longos serões das agradáveis noites verão que esta região proporciona.

Viva por uns dias a experiência de estar nesta Quinta. Venha sentir a hospitalidade beirã, autêntica, rústica e sempre muito calorosa.

A Quinta

É verdade, a História desta Quinta remonta ao século XIX. Tenho o prazer de a contar na primeira pessoa. Hoje, mais conhecida por Noéme, a Quinta do Noemi de Cima pertenceu a António Joaquim de Andrade Pissarra, nascido no ano de 1865 e D. Elisa Augusta Abrantes, nascida em 1870, tendo já este herdado a propriedade dos seus bisavôs.

Deste casamento resultaram três filhos. Foi um deles, Maria Elisa Abrantes d`Andrade Pissarra Canotilho, a nossa avó paterna, que deixou esta propriedade – assim como outras que faziam parte do património da família. A minha avó teve três filhos e foi do meu Pai, António Abrantes Pissarra Canotilho, que herdámos esta propriedade, a Quinta do Noéme. O assento de Lavoura foi sempre em Alfarazes, onde existe ainda hoje a casa da Família, em ruinas.

Vida no campo, numa terra fértil. O património Agrícola da família era vasto e constituído por várias propriedades. Havia quatro casas de apoio à agricultura, mas as casas do Noéme foram aquelas com as quais sempre tivemos mais contato. Viviam lá os caseiros e as suas famílias numerosas, que sempre foram pessoas nossas amigas. Lembro também aqui e com saudade o Ti Toneca Frias, que fazia a matança do porco. No tempo de João de Andrade Pissarra e Maria Angélica, meus tetravós, as casas da quinta do Noéme sempre foram casas dos caseiros, reconstruídas em 1830 após um incêndio que as destruiu.

Eu, Joaquim Pissarra Canotilho tomei conta da propriedade há trinta anos com uma vacada alentejana e cavalos Lusitanos. Hoje são os meus dois filhos, o Joaquim António e João Nuno, que orientam e cuidam da exploração. Esta propriedade, com muita terra de pastagem, sempre foi utilizada para produção de centeio, muita batata, e vacas turinas. Havia também juntas de bois amarelos para o trabalho agrícola. Na década de 60 e 70 houve a instalação de pomares de maçãs de Bravo de Esmolfe, mas que rapidamente deixaram de ter interesse económico.

A batata era transportada pela Sociedade de Transportes para a Estação da Guarda, e depois de comboio para os grandes centros. Já o leite era distribuído pelas leiteiras na Guarda, que todas as manhãs o levavam até a casa dos clientes. A produção de batata sempre foi abundante, pelo facto de a Quinta ter muita água para rega proveniente do Ribeiro do Paço – atravessa a propriedade e desagua na margem esquerda do rio Noéme.

Aos domingos, no verão. O rio Noéme, do qual disfrutei muito em miúdo, sempre foi de água límpida e rico em peixe. Aliás, era nas suas margens e em família que passávamos os domingos de verão. Que saudade das tradicionais merendas, onde nada faltava. Meu Pai António Abrantes Pissarra Canotilho, foi o grande impulsionador destas merendas, onde toda a família da Guarda convivia de uma forma muito intensa. Eram postas as toalhas no chão do lameiro – na margem esquerda do Noeme – e à volta as tradicionais mantas de farrapos onde toda a gente se sentava.

Na nossa família, as merendas tinham que ter sempre as batatas enfardadas, o ovo da batata com cebola, a pescada frita, os bifes do lombinho fritos e depois com o molho de vinho e leite, o arroz de tomate, o galo ou peru assado, sem faltar o presunto da matança, a chouriça do azeite e o cabrito assado no forno, frio sem molho, e partido em tiras fininhas por assim ser mais saboroso. Para terminar, lugar ao queijo de ovelha da Corujeira, o queijo fresco da Laurinda da Ramela e como doce a bôla da manteiga, feita com a manteiga do Mileu. As malgas com marmelada, o doce de cereja branca e o doce de botelha, que o meu Pai não dispensava com o queijo. O vinho era metido na ribeira e estava sempre fresco. Os miúdos bebiam o refresco de groselha, feito pela nossa avó. A carrinha Commer estava sempre ao serviço do dia da merenda, só para transportar a tralha toda. Ainda hoje conservamos em bom estado, alguns dos cestos da merenda feitos em verga de Gonçalo.

O Rio Noéme

A 700 metros da quinta, o Rio Noéme, também designado por Noémi, nasce a uma altitude de 1010 metros, na colina de Vale de Estrela. Antigamente, chamava-se S. Silvestre de Porcas, por ter sido um local onde havia muitos porcos-bravos. Na carta de D Sancho I já fazia parte dos Montes dos Hermínios.

É também a partir desta região que vertem as linhas de água subsidiárias das bacias hidrográficas que abastecem os três maiores rios e as três maiores cidades de Portugal. Existe até, no vale de Estrela, o célebre Padrão das três Bacias, símbolo que representa esse caso único em termos hidrográficos. Na vertente Oeste nasce a ribeira do Coval, que vai engrossar a ribeira da Corujeira, afluente do Rio Mondego, o qual abastece Coimbra. Pelo lado sul sai a ribeira da Vela, que desagua no rio Zêzere, o grande afluente do rio Tejo, que abastece Lisboa. Da vertente Noroeste sai a ribeira das Cabras, em direção ao rio Noemi, afluente do rio Côa, que desagua no rio Douro, o qual, por sua vez, abastece o Porto.

A origem do nome do rio provém do hebraico antigo “no`ami”, cujo significado será o de doçura, suavidade, graça, alegria. Noémi é uma figura do Antigo Testamento, da tribo de Benjamim, sogra de Rute, da linhagem de David. A história completa é narrada nom Livro de Rute. O topónimo actual é Noéme, embora localmente permaneça o uso do original Noémi. Esta palavra está, igualmente na origem do antropónimo português Noémio/ Noémia.

O rio Noéme tem aproximadamente um percurso de 40 quilómetros, passa pelas localidades de Barracão, Gata, Vila Garcia, Vila Fernando, Albardo, Rochoso, Cerdeira, Miuzela , Pailobo, Monte Perobolso e Porto de Ovelha, Concelho de Almeida. Nasce com pouco caudal mas vai aumentando pela afluência de diversos ribeiros (Ordonho é o principal na margem direita) e do Rio Diz, na margem esquerda, zona da Gata. É dos poucos rio Portugueses que correm de sul para norte. Considerando as duas áreas geográficas distintas que atravessa – Serrana e planalto – o rio Noéme apresenta fauna e flora com características diferentes à medida que avança.

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